Servidor

20/02/2018

A vida pelos animais

A escrivã de polícia de Cianorte, Simone Ziliani, alimentou um sonho quando criança: ser médica veterinária. A dificuldade em cursar uma faculdade que exigiria tempo integral não permitiu que ostentasse o título. Mas não impediu que sua vocação para cuidar e amar os animais fosse interrompida. Ela se tornou uma das voluntárias mais ativas de sua cidade e da região no trabalho de proteção.

“A luta pelos animais e pelo meio ambiente ajuda a me manter viva”, afirma a escrivã. Há pelo menos seis anos, quando assumiu o voluntariado, Simone é uma das pessoas mais ativas na ONG Amigos de Patas Cianorte. Ainda que a entidade tenha o título de utilidade pública municipal, não recebe recursos oficiais.

Dessa forma, conta com colaboradores financeiros, entre eles a própria escrivã de polícia. O bem-estar dos bichinhos nunca foi medido pela economia. “Pago e sempre paguei muito”, diz. Simone ultrapassa os obstáculos do cansaço, arruma tempo e tem em sua Saveiro 1988 uma aliada para carregar cães, gatos e outras espécies a veterinários ou casas para abrigo.

Ela também encabeçou alguns projetos populares que acabaram abraçados pelo poder público, como o de castração de cães, que já tem mais de um ano. Agora, pretende ampliar os efeitos aos gatos. Ao mesmo tempo em que se dedica na aprovação de um regulamento para o uso de carroça no município. “Queremos proibir, mas se não conseguirmos isso, pelo menos que seja regulamentado o uso”, afirma.

MEIO AMBIENTE - Em relação ao meio ambiente, Simone é, igualmente, uma das vozes mais ativas na região. Ela foi uma das líderes de abaixo-assinado que tenta impedir queimadas de cana-de-açúcar. “Provoca a morte de muitos animais domésticos e selvagens, além da sujeira que traz para a cidade e as consequências para o meio ambiente”, justifica.

Quando não está em seu trabalho na polícia ou no protagonismo pelo conforto de animais na cidade, a escrivã pode ser encontrada na igreja que frequenta, onde dedica-se ao atendimento a crianças. “Eu me realizo no trabalho voluntário”, afirma.

Sem ter conseguido a graduação em Medicina Veterinária em razão do período integral, ela buscou a faculdade de Direito, em Umuarama, e concluiu o curso no período noturno. Sua conquista foi muito comemorada por ser a primeira da família a ter diploma universitário.

Estagiária na Polícia Civil durante a faculdade, ela conseguiu passar no concurso público quando estava cursando o quarto ano. Ao encerrar, advogou por um ano antes de ser convocada para o cargo de servidora pública como escrivã de polícia, onde está há 20 anos.

CONTE TAMBÉM A SUA HISTÓRIA

Novas histórias de servidores que têm atividades fora do trabalho e que fazem diferença em sua vida pessoal, familiar ou na sociedade precisam ser contadas. Sugestões podem ser enviadas para o e-mail imprensa-seap@seap.pr.gov.br
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.