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05/12/2017

Boas práticas do Família Paranaense recebem certificados

O estímulo ao autodesenvolvimento e à inovação está presente no dia a dia das equipes que trabalham com o programa Família Paranaense. Para destacar essas iniciativas, o III Seminário Estadual do programa entregou certificado de Boas Práticas, nesta quinta-feira (30), para 16 ações realizadas no Paraná.

As práticas selecionadas usaram a metodologia do Família Paranaense e os trabalhos escolhidos atendem aos eixos prioritários de intervenção: assistência social, educação, habitação, saúde, agricultura e trabalho. Dez dos trabalhos selecionados estão divulgados na 4ª edição da Revista Inovação em Gestão Pública no Paraná, editada pela Secretaria de Estado da Administração e Previdência, por meio da Escola de Gestão do Paraná. Os outros trabalhos serão divulgados na próxima edição.

“As experiências poderão ser adaptadas e usadas como referência para equipes de outras regiões. Com isso, estaremos estimulando a metodologia de acompanhamento familiar do programa”, explica a coordenadora estadual do Família Paranaense, Letícia Reis.

ESTUDANTES – Uma das boas práticas premiadas ocorreu no município de Jaboti. A ação começou em uma escola que precisava lidar com problemas relacionados à indisciplina e evasão escolar. A demanda foi apresentada aos profissionais do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) que, em conjunto com psicólogos e pedagogos, propôs uma atividade para os estudantes.

Por meio de pesquisa na própria escola, foram apresentadas as principais necessidades dos alunos, como projetos de esporte e cultura. Com o auxílio do Cras, adolescentes sugeriram projetos na área e passaram a se envolver na rotina escolar e com outros colegas.

“Entendemos que o problema da indisciplina e da evasão escolar, por exemplo, eram resultados de outra coisa. Por isso, envolvemos as famílias, que foram levadas para o grande grupo de famílias do programa Família Paranaense”, conta o psicólogo do Cras, Luciano Ferreira Rodrigues Filho.

ALIMENTAÇÃO – Em Virmond, a iniciativa premiada mostrou a possibilidade de incluir alimentação saudável e de baixo custo ao cardápio das famílias acompanhadas. Por meio de oficinas, foram colocadas em prática a importância do reaproveitamento de alimentos.

“Muitas vezes as pessoas desperdiçam parte dos alimentos, como cascas e talos, que possuem partes nutritivas. Por isso, a oficina proporcionou às famílias uma nova visão e uma forma de reaproveitar os alimentos que se tem em casa. Isso é promoção da segurança alimentar”, explica a assistente social do Cras de Virmond, Ângela Maria Gelinski.

SONHOS – As boas práticas também promovem a reflexão e o autoconhecimento. Em Quinta do Sol, por exemplo, a participação das mulheres no Cras não era assídua. Para mudar essa situação, os técnicos resolveram implementar um projeto diferente. Foi aí que nasceu o “Sonhar é preciso, realizar é possível”, desenvolvido com as famílias do programa Família Paranaense.

Em encontros semanais, as mulheres cadastradas no projeto e no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos foram estimuladas a sonhar. “O que a gente planejava semanalmente, elas traziam na próxima semana. Isso levava à mudança de vida e à maior participação nos encontros”, relata Karen Flores, assistente social do Cras de Quinta do Sol.

Durante o III Seminário, as equipes das boas práticas do Família Paranaense receberam um Guia de Acompanhamento Familiar. O guia apresenta as principais propostas do programa Família Paranaense, traz o conceito de família e de como o acompanhamento deve ser realizado.

Receberam certificados equipes dos municípios de Campo Bonito, Cascavel, Cantagalo, Catanduvas, Centenário do Sul, Guaíra, Inácio Martins, Jaboti, Palmas, Pinhão, Prudentópolis, Quinta do Sol, São José da Boa Vista, Três Barras do Paraná e Virmond.
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